Dia do Orgasmo: Desvendando o Prazer Feminino

Dia do Orgasmo: Desvendando o Prazer Feminino 🌟

Dia 31 de julho é o DIA MUNDIAL DO ORGASMO. E, no U+ Festival, não poderíamos deixar de celebrar esse BIG BANG do prazer, que mesmo em pleno 2023, ainda carrega dúvidas, confusões, desinformações e tabus.

Sabe que muitas mulheres ainda não sabem o que é o orgasmo? Algumas acreditam nunca tê-lo sentido, ou pior, não conseguem reconhecer quando o experimentam?

E para desmistificar essa sensação deliciosa nesse dia comemorativo, nada melhor do que começar com uma boa explicação:

O orgasmo pode ser considerado o momento de conclusão do ciclo de resposta sexual, ou seja, o ápice do prazer sexual. Importante ressaltar que ele dura apenas alguns segundos e pode ser sentido tanto na relação sexual com parceria como na masturbação, podendo ou não estar acompanhado de ejaculação.

Fisiologicamente, durante um orgasmo, ocorre uma resposta mediada pelo sistema nervoso, acompanhada por intensas contrações musculares do assoalho pélvico. Além disso, podem acontecer contrações de outros músculos do corpo, e as pessoas podem experimentar uma sensação de euforia, às vezes acompanhada de vontade de gargalhar ou até mesmo chorar.

Vale mencionar também que durante o orgasmo, liberamos neurotransmissores benéficos ao nosso organismo, como serotonina (que regula o humor), ocitocina (o "hormônio do amor" e do vínculo) e endorfina (que relaxa e diminui dores).

O que pode influenciar o ORGASMO?

O ciclo de resposta sexual, descrito por Masters e Johnson na década de 1960 e aprimorado por Basson nos anos 2000, explica como a resposta sexual acontece em nosso corpo e mente, sendo um processo que envolve interação entre fatores fisiológicos, psicológicos e ambientais, incluindo relações interpessoais, crenças e cultura.

Pesquisas brasileiras, como a realizada pela psiquiatra Carmita Abdo em 2010, mostram que 26,2% das mulheres sofrem de anorgasmia, ou seja, não conseguem atingir orgasmos. Essa disfunção sexual é uma das mais relatadas em consultórios médicos e afeta principalmente mulheres mais jovens e com menos experiência sexual.

As causas da anorgasmia podem variar, incluindo distúrbios ginecológicos, estresse, crenças religiosas e falta de conhecimento sobre o orgasmo, entre outros. Porém, fatores psicológicos geralmente estão fortemente associados à anorgasmia. Muitas mulheres que acreditam ter problemas físicos podem, na verdade, simplesmente não ter conhecimento suficiente ou não conseguirem se permitir sentir o prazer máximo.

O conhecimento do próprio corpo, da genitália e dos músculos do assoalho pélvico, bem como do ciclo de resposta sexual, são ferramentas poderosas para permitir que o orgasmo seja vivido plenamente.

Nós, do Universo+, desejamos tornar nossas estrelas cada vez mais potentes e autoconfiantes. Por isso, promovemos ações que estimulam o aprendizado, o autoconhecimento e o diálogo aberto, livre de preconceitos e amarras. Assim, torcemos para que vocês possam sentir esse prazer sempre que desejarem, de forma plena e sem limites.


Luto na Sexualidade: Sue Johanson, a musa da TV deixa seu Legado aos 93 Anos.

Luto na Sexualidade: Sue Johanson, a musa da TV deixa seu Legado aos 93 Anos.
Por Andrea Tornovski

Hoje nos despedimos de uma verdadeira referência da TV brasileira dos anos 90. Sue Johanson, aos 93 anos, nos ensinou de forma franca, direta e incrivelmente amigável sobre sexo. Essa enfermeira canadense, com sua sabedoria aos 60+, nos mostrou tudo de forma didática, sem medo de compartilhar seus "brinquedinhos" e nos ensinar como usá-los.

Seu carisma era incomparável no programa "Falando de Sexo" no GNT durante os anos 2000. Lá, ela dedicava um tempo para atender telefonemas e responder às perguntas mais peculiares do planeta. Com sua simpatia, Sue respondia com sinceridade, às vezes com um toque de sarcasmo ou humor, mas sempre trazendo verdades e curiosidades.

Em 1984, ela estreou o programa "Sunday Night Sex Show" em uma rádio local de Toronto, e logo ganhou uma versão para televisão pela emissora W Network, que foi ao ar entre 1996 e 2005. Nos EUA, seu programa "Talk Sex" foi lançado em 2002 e ficou no ar até 2008, sendo vendido para diversos países, incluindo o Brasil.

Sue Johanson deixou um legado importante ao quebrar tabus e abrir espaço para conversas abertas sobre sexualidade. Ela nos mostrou que falar sobre sexo pode ser informativo, divertido e acima de tudo, empoderador. Vamos lembrar com carinho dessa grande figura que nos ensinou tanto. Descanse em paz, Sue Johanson.


U+ Festival acontece de 8 a 12 de março!

U+ Festival acontece de 8 a 12 de março e é dedicado a homenagear as mulheres maduras, com informações e soluções para suas necessidades

Fatos, pesquisas e dados demográficos chegam para provar que a maturidade vive um momento especial e de grande expansão.  Hoje já temos mais avós do que netos sobre a face da terra e, mais do que números, essa curiosa estatística reflete uma realidade de protagonismo econômico e social para as mulheres 50+. Foi pensando nisso, e com inclusão, superação e reinvenção, que nasceu o Universo + Festival, uma iniciativa que conspira a favor da mulher madura e que apresenta soluções para as necessidades deste público.

E é na semana do Dia Internacional da Mulher que acontece o U+ Festival, o primeiro festival brasileiro feito por mulheres maduras e que receberá as gerações de avós, mães e netas. Com foco exclusivo nos cuidados, atenção e protagonismo da mulher 50+, o evento será realizado de 8 a 11 de março de forma on-line e dia 12 de março no formato presencial, em São Paulo.

Para participar é muito simples:

De 8 a 11 de março será on-line e pelo YouTube – Basta entrar no link abaixo, curtir o canal e acionar o “sininho” para ser notificado quando o evento começar. https://youtube.com/@universofestival

Dia 12 de março será nosso evento presencial em São Paulo, na Unibes Cultural. Adquira o ingresso nesse link: https://www.sympla.com.br/evento/u-festival/1876752

https://www.youtube.com/watch?v=SaMRq4WTc-s

De acordo com Bete Marin, cofundadora do U+Festival, o objetivo é abordar temas relevantes para o bem-estar, sem tabus e preconceito, respeitando a individualidade e trazendo profundo conhecimento sobre hábitos e soluções para as necessidades das mulheres maduras. “Esse é um momento único, uma experiência capaz de promover descobertas, expansão e transformação, com foco exclusivo no protagonismo das mulheres 50+. Estudos mostram que a atual geração de mulheres maduras, cada vez mais heterogênea, tem em comum desejos e necessidades não atendidas e que os temas menopausa e sexualidade precisam ser mais debatidos, com informações úteis e relevantes disponíveis. Estamos envelhecendo totalmente diferente das nossas mães e avós e estamos abrindo caminhos para as próximas gerações ganharem ainda mais autonomia e liberdade, assim como mais oportunidades e espaço de voz na sociedade, na mídia e no mundo dos negócios. Esse nosso trabalho deve gerar benefícios para todas as mulheres e esperamos que seja o nosso legado”, declara.

A proposta do Universo +, primeiro festival do Brasil feito por e para mulheres maduras, é reunir um time de peso para discutir os principais temas, e que são prioridades para o universo feminino maduro, e receberá gerações de avós, mães e netas, com foco exclusivo nos cuidados, atenção e protagonismo da mulher com 50 anos ou mais.

As atrações do evento contam com a participação de grandes profissionais:

- 8 de março – SEXUALIDADE

Logo após a abertura, que acontece às 18h30, a antropóloga, escritora, professora e pesquisadora sobre a maturidade feminina há 30 anos, Mirian Goldenberg, lança seu novo livro chamado “A arte de gozar - amor, sexo e tesão na maturidade.

- 9 de março - MENOPAUSA

19 horas, Leila Rodrigues, autora do projeto @menospausamaisvida lança um estudo inédito, batizado de “Os bastidores menopausa.”

19h45, o ginecologista Igor Padovesi, também especialista em reposição hormonal, encontra as renomadas médicas Patrícia Valentini, ginecologista, mastologista, com abordagem integrativa e Esthela Oliveira, médica do esporte e especialista em atendimento de mulheres em fase menopausal.

Juntos vão debater sobre prevenção e tratamentos aos sintomas da menopausa. O encontro terá moderação de Camila Fause, cocriadora da SHE_t.

- 10 de março – SEXUALIDADE E DESCOBERTAS

19 horas, a psicóloga e sexóloga Ana Canosa se une à ginecologista e sexóloga, Aline Ambrósio, e à mediadora Isabel Dias, para juntas responderem como transformar o tabu e a invisibilidade em oportunidades de mercado.

19h45, o médico e neurocientista, Dr. Lucas Medeiros encontra a influenciadora Rosangela Carvalho, do perfil It Avó para desbravarem o que acontece com nosso cérebro na menopausa.

- 11 de março – MENOPAUSA E ATUALIDADES

16 horas - O tema principal será “Emagrecimento na Menopausa - Como fechar essa conta?”. A endocrinologista Tassiane Alvarenga, e a nutricionista Bianca Naves vão destacar os mitos e verdades sobre o emagrecimento na menopausa.

No dia 12, o encontro se torna ainda mais especial, alterando o formato para presencial.

Quem recebe o grande time é a Unibes Cultural, na capital paulista, e o evento tem início às 13h, com previsão de encerramento para às 19h40.

13 horas - abertura com os fundadores do U+ Festival, Bete Marin, Juliana Schulze, Letícia Stankus e André Stoll recebem as(os) convidadas(os) com o brunch natural, oferecido pela Agrobonfim.

14 horas - teremos o standup “Aos 60: uma comédia da puberdade à menopausa”, protagonizado pela atriz, escritora e humorista Angela Dippe.

14h50 - lançamento do projeto 3 Gerações 2023, com exposição de fotos e histórias de mulheres de 3 gerações, seja avó, mãe e filha ou amigas que desfrutam dos aprendizados da intergeracionalidade, com Carla Leirner e Sylvia Loeb, criadoras de conteúdo do @minhaidadenaomedefine.

15h20 - Intervenção artística com Maria do Céu Formiga, atendimento da consultora de estilo Sandra Carvalho sobre quais óculos combinam mais com seu rosto e estilo, com oferecimento das Óticas Mitani,

16 horas - um momento especial de prática guiada “Como seu estilo de vida pode fazer você viver mais e melhor?”, com as doutoras Juliana Schulze e Louise Montesanti.

18 horas – brinde com celebração musica 

19h40 - enceramento

 


Sexualidade feminina na maturidade.

Sexualidade feminina na maturidade.

Conversa à meia-luz.

Poucos assuntos estão envoltos em maior obscuridade do que a genitália e o prazer feminino. É verdade que nas últimas décadas isso vem mudando, mas ainda existe um longo caminho pela frente.

Tabus são prejudiciais à saúde.

Essa realidade tem causado uma série de dificuldades para as mulheres, sejam de ordem psíquica, social ou física. Sim, porque, para além do aspecto emocional, diversas mulheres deparam com os limites da desinformação e da negligência médica quando precisam tratar de doenças e distúrbios, muitas vezes graves, relacionados ao clítoris ou a vulva, por exemplo.

Para a mulher madura esses temas podem se tornar ainda mais nebulosos porque, somados ao enfrentamento com a menopausa e outras decorrências do envelhecimento, as mulheres 50+ sentem-se ainda mais acuadas e solitárias.

Por isso, o Universo+ Festival tomou para si a responsabilidade de quebrar as barreiras sobre genitália e sexualidade feminina, com foco especial nas 50+, a fim de trazer à luz dificuldades e soluções.

Juliana Schulze, cofundadora do U+ Festival, é a principal porta-voz sobre o tema dentro da estrutura do nosso evento. Juliana é fisioterapeuta e especialista em Saúde da Mulher, Doutora em Psicologia Social (PUC-SP), Mestre em Ciências da Saúde (Unifesp) e criadora do método Ginástica Feminina, que trabalha o corpo de forma global, com ênfase no assoalho pélvico.

Credenciadíssima para abordar a sexualidade feminina, a cofundadora do U + escreveu um amplo artigo sobre o tema. Destacamos a seguir alguns trechos para você.

“ Em 2005, a Dra. Helen O'Connell, ginecologista australiana, publicou o primeiro estudo focado no clitóris. Sim, somente em 2005 começamos a falar sobre isso, inacreditável, não? A partir de ressonância e microdissecção, ela evidenciou que o que vemos externamente é só uma parte de um órgão… Segundo a médica, a importância de se conhecer profundamente a anatomia feminina está relacionada aos cuidados que devem ser tomados, por exemplo, durante as cirurgias pélvicas e urológicas, evitando repercussões negativas na sexualidade das mulheres.”

E acrescenta:

“O mais interessante sobre meus estudos é que mais de 70% das mulheres (independente de nível socioeconômico) nem sequer haviam ouvido falar a palavra assoalho pélvico. Muitas tinham queixas de incontinência urinária (41% no grupo de alto nível socioeconômico e 65% no de baixo nível) e diminuição de libido e achavam que isso fosse normal, já que estavam envelhecendo.”

Portanto, a necessidade de abrir espaço para debater o tema é urgente e mandatória.  Mas, o lado bom dessa história, é que todas nós podemos colaborar com isso.

Primeiro, devemos falar sobre o assunto e conversar, o mais abertamente possível, com amigas, médicos, terapeutas e outros, sobre as nossas experiências, dúvidas e dificuldades. Começa por nós deixar a timidez de lado ao pronunciar palavras como clitóris, vagina e orgasmo. Começa por nós transmitir essa mensagem para nossas filhas, netas, bisnetas e sobrinhas. Começa por nós participar ativamente do U+ Festival, de modo a incentivar que a sexualidade feminina saia da obscuridade, conquistando seu direito à livre expressão e ao livre usufruto.

Quer saber mais? Dê uma conferida em 2 “mitos e verdades”*.

MITO: O clitóris é um pequeno órgão semelhante a um botão.

FATO: Embora a parte visível do clitóris seja pequena e localizada sob uma dobra de pele conhecida como capuz do clitóris, acima da abertura vaginal e da uretra, há muito mais no clitóris do que aparenta. O restante do clitóris é um sistema complexo de tecidos eréteis esponjosos e nervos que se estende para dentro do corpo, envolve a uretra e percorre os dois lados da vagina.

MITO: Orgasmos clitorianos e orgasmos vaginais são entidades separadas.

FATO: Classificar um orgasmo como “clitoriano” significa que uma mulher atinge o orgasmo pela estimulação da glande do clitóris, enquanto um “orgasmo vaginal” é um orgasmo que vem da penetração vaginal. Porém, na realidade, a vagina tem poucas terminações nervosas, então sua estimulação não pode levar ao orgasmo. Em vez disso, os orgasmos vaginais estão relacionados à estimulação do corpo interno do clitóris que envolve o canal vaginal.

*FONTE: ISSM - International Society For Sexual Medicine